Pensar com olhos cerrados e beijar o invisível, como os amantes
de magritte o fazem. É engraçado o quanto começamos a viver algo na vida e terminamos
de viver algo na vida, e assim nunca começamos e terminamos pelo meio. Eu me
permito caminhar e atravessar com força, provocando embates, em qualquer
horizontalidade e verticalidade as quais nos apontam ser a vida. Transversalizar.
Certa vez ouvi essa palavra eclodindo dos livros de filosofia e pensei em
aplicar, através da minha vibração em todas as relações que mantinha, tinha e
viria a ter. Me tornei oblíqua ?
Agora passo a sentir uma pitada de otimismo Nietzschesiano -
sem ironias, ele é e sempre será o maior otimista. Sou um ser tão pujante, que assusto. Sou um
ser tão expressivo que provoco um mal estar. Sou isso e aquilo e mais todos os
outros que eu POSSO ser.
Eu vivo um ser situação e nunca sou permanência!