Emergiu um som fúnebre do respirar, ecoando várias mortes de
si e exalando um cheiro de vida em transformação no brotar . Na boca uma costura metálica
fez possível o sopro inteligível. Nas mãos fios de cobre buscando se atrelar às
existências incomuns. Na barriga a placa mãe filtrando as forças intragáveis e
indigestas. Nas pernas vários dedos acoplados formando a imagem da dança dos corais submersos.O caminhar escorregado e cego faz tropeçar e encontrar as bordas, usando o tato para
sentir os embaraços da trilha. Tem asas nos olhos, podendo ter imagens do mundo
como um emaranhado e fazer mergulhos profundos nas esperanças insólitas. Verte sabores diversos de cada poro aberto, propiciando uma deleitar-se infinito. Onde está
o sexo? Naquele emaranhado de fios, peças e organismos a figura de sexo a qual
conheço é decomposta imediatamente. Cada arrepio na sua pele provoca uma explosão de luzes tão fortes que meus olhos
não podem definir formas e me faz mergulhar no desconhecido só me restando os desenhos nas sombras, aflorando as sensações mais profanas. Esse ser-híbrido
encontrou as fissuras do meu corpo e me contaminou com alguma doença de
liberdade.