quinta-feira, outubro 24, 2013

Esvair-se

Um desmaio do hábito. Foram tantos e arderam tantos em mim, diluídos em cada gota de sangue. Sangrei e sangrou até restar só o caule, ofegante, a vida implorava, tentando escorrer das veias. Só com um transplante urgente de seiva bruta e pude sair para existir em outros universos, levantando meus braços e pra dizer meu corpo está presente. Posso deslizar como cobra e tentar aquele voo-queda das asas na tempestade. Também estou no que é e foi enraizado, qualquer arvore que me atraia qualquer folha seca esquecida que depende do vento pra completar sua dança. Depois, enfrentei o silêncio, o esquecer das palavras e a agua passou a me dizer, implorei pra que chovesse e assim escutar conselhos que escorrem. Esperei tempo demais e encontrei em todo lugar, os conselhos que a mensageira chuva sussurrava, das águas correntes, das águas protegidas pela terra, dos oceanos desertos

terça-feira, outubro 22, 2013