sábado, outubro 22, 2011
sexta-feira, outubro 14, 2011
árvore minha
Em suas raízes desabo
Sustenta, trazendo calma, alimenta-me(se)
Cada ramo seu se destina ao meu
Libertar-me-ei dos nossos nós.
Desata em mim o que não é para ser
Seiva Bruta trava a luta da gravidade minha
Força que invade as células, da Raiz às palmas das minhas Folhas.
Solução Salina realiza a valsa contínua da vida
Fotossíntese prolixa,
Levada rítmica com cadência Doce.
Concentra em mim a terra,
Polens atômicos reverberando
Um pouco do seu enraizado no que me é preciso.
terça-feira, outubro 11, 2011
o amor de outrora outras se futura.
Meu amor segue quente, se expressa em cada limite, se realiza e sai tentador, é café expresso.
Mistura o sujo com o limpo, canta no espaço e se exibe como pedra rara.
Em seu último suspiro atordoa, passa colorido pelo caminho, é nuvem de fumaça.
Não sei se é o que sou, ou se o que fui, essas duas andam juntas... e agora surge uma outra futura, que ama diferente do que aquelas
E como ama...
agora ela é arrogante?
Não, só cansada do calar.
Não sou de prosear, nem tenho rima, quem dirá um ritmo. Penso que os que tem -acham que tem-normalmente nem sabem da grandeza desse tem, vagam por ai escrevendo delicadezas ou pesadelos, se dizendo poetas banais e vagantes. Não os culpo. Invejo? Não digo que não gosto e nem que os poetas -do ritmo e rima- não existem. Citaria centenas do meu agrado, e mesmo os que detesto pois reconheço em suas almas um poeta de fato. Esses vagantes que citei, são farsas, são pobres de espírito, por um motivo: só fazem uma poesia para impressionar, e esquecem a multiplici(simplici)dade do seu ato. Pra onde foram os atos catárticos,
as críticas sinceras,
as cópias bem citadas,
as reflexões e o amor banal e o carnal ?
Presunçosa declaração. Assim corro pelos locais lendo de tudo e percebo que o que escrevo é tão pouco e cai pelo ralo. Os outros que nem me surpreendem, mas passam a vida a escrever centralizado, são acariciados com comentários que demonstram falta de fôlego. Só sei que somente rimas com "aço" e "oras" já não me surpreendem, eu quero que a filosofia acadêmica converse com a do simulacro, quero um Nietzsche lido debaixo do viaduto.
Vagantes parem de tentar ser, simplesmente sejam.
à tona o esquecido.
Estendida comumente um pedaço de rocha que não partilha a vivacidade sob(re) ela. Não parece vazio, antes fosse o vazio! Mecanicamente carregava o meu corpo, perecia feito de porcelana, oco. Experimentava a ânsia de preencher-me daquelas sensações que se foram. Apegava-me a lembrança do cigarro aceso ascendido vizinho do meu calor. Agarro-me àquela nevoa, impregnada com o seu aroma, que passou por cada elemento seu e corria reservada a mim. Eu entendo que é irreal, mas ouso provocar os meus sentidos, não quero abrandar, mesmo que seja veneno é vital que passe a me deleitar com as sobras do delírio que vivi. E agora eu só quero me deixar abarcar por qualquer possibilidade.
Rubro olhar
Acomodada com uma única visão. Princípio que sempre carrega certeza falsa, meus sentidos riem. Ludibriam. Fazem do meu palco de bailarina um picadeiro. Eles intuem o mundo em cores diversas, sabores raros, fatos inexplicáveis. Infiéis. São partes pensantes, independentes do meu axioma. Não obstante, passam os dias me acariciando, contando o que é conveniente. Nem sempre concordam entre si, mas continuam a grande farsa: sempre mostro tudo o que eu vejo, ouço e sinto. E é quando inesperadamente aquela mão que se preocupa de súbito agride, que eles revelam uma das suas astúcias.
Os olhos viram-se manchados derramaram gotas de rubi que dançaram pela sua visão. O mundo a sua volta tomou um colorido vivo, turvo, brilhante. Assustados eles se fecharam, por saberem que agora não estavam controlando e filtrando -para mim- as formas de enxergar ao redor. Quanto medo, tremiam, ameaçou me cegar. Mediante a ameaça -eu relutante- me inclinei para devolver a transparência e os filtros para eles. Entreguei-me, posto que não mirava outra saída. Agora a cada intervenção inédita do estrangeiro mundo, vou me deixar afetar sempre, seja com perdas ou ganhos. Meus sentidos vão continuar pensantes, mas o filtro...Ahhh eu vou trançá-lo com as minhas experiências.
Asas do desejo
Sinto uma brisa contraindo-se sobre mim, sopro aflito e suave.
Tomei a tua mente e agora segue o limite sem pensar no fim.
Ainda me lembro da saudade que eu aspirava ver e não era crente de
que esse domínio poderia ser real.
De fato preciso que você me acompanhe, mesmo quando pensar que é -e assim for- imperceptível para o mundo, espero que lute para que todos notem o vibração e brio que eu sempre assisti passar em você.
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