Inquieto, enquanto chegava próximo do fim,
amarelava meu desespero. Um despertar. Foi preciso que formigas me
picassem e só com a ardência passei a sentir meu corpo convulsando buscando
saltar. Agora decantada, a angústia permaneceu sombreada. O que me
conquistou foi o instante simples e infinito, a calmaria de encontrar a paz no
fim do ecoar das cores quentes! Só então pude perceber a delicada teia dançando
ao vento, refletindo como um vitral as intermináveis cores. A solidão me levara
ali e agora já sentia o mundo dentro de mim. Levantei e parei. Sabia que o
encanto tinha voltado, compreendi no momento em que os raios me cegaram,
conseguia abrir os olhos e vi o mundo em cores novas, diferente daquele tom
frio e desesperador, era como se a vida no mundo pulsasse mais no fim.
domingo, setembro 30, 2012
segunda-feira, setembro 24, 2012
Efervescência
Outrora pensava no fardo de carregar o delírio de enxergar sorrisos cadentes em folhas sussurradas pelo outono de suas hastes. Já não vejo fardo. É como se os medos e as angústias espalhassem-se no vento, o qual derrubara cada folha sorridente. Mesmo assim percebo uma efervescência no meu pulsar, contradiz a calmaria esperada quando se espanta os temores. Contudo, prefiro pensar no improvável para a lógica, mas passível de ser criado por mim: essa efervescência vem do ofegante gritar da existência, uma melodia descompassada que atravessa os pequenos-impetuosos momentos de sentir-se um mundo complexo, aliviando os medos e fazendo o ar do criar passear por entre as veias.
domingo, setembro 02, 2012
Ela é plena. Engano triste.
Trata-se daquela que está pronta.
Pronta pra ser amada. Pronta para ser o centro de tudo que habita a sua vida. Quando Contrariada fecha o corpo e ata suas
amarras. Como construir uma vida onde só se consegue encontrar a si mesmo? É triste e solitário e não visível. Fica
marcado na pele a angustia, mesmo quando as risadas e a fala alta e afirmativa
tentam mascarar o medo de parar de querer ser o cerne de tudo.
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