terça-feira, dezembro 13, 2011

alma quente.


Alimenta-se do que pensa mesmo que estranho a si.
Nas mentiras que caem por terra, 
Sobrevive através da pele construída, como muro.
Olhares leves,
Passos quente.
Interrogações.
Espaço oblíquo,
Decorado com o musgo azul,
Nuvens amarelas,

Sol em erupção de flores.
Queima a alma, desespera.
Inconsolável.

Seria esta a única maneira de sobreviver?
Se sou plural, 
Multiplico a existência.
Pé no céu, força na terra. E já diria alguém, viver dói!
Dói perder o chão, o corpo, mas o presente é o que constrói tudo.

domingo, dezembro 11, 2011

cansa


Você está só!
A família, instituição burguesa, feita exatamente para te encaixar nos padrões socialmente aceitos. Não, ela não te fará companhia. O máximo que te resta dessa instituição falida, é a dó que sentem pela sua existência frágil, assim como a sentem por um animal.
Amigos, só estão lá quando precisam ou quando convém. Partem dos agrados, das palavras afáveis, dos assuntos pseudo potencializadores. Eles são apenas massa podre do pão amanhecido, que endurece sua carne quando você mais precisa. E ainda essa dita família escolhida, se faz tão falsa que compõe o ato mais triste da peça, em sequência: abandono e decepção!
Agora eu sei, sou errada, vou estar plena na mascara bordada! A hipocrisia sempre salvou a todos, porque não a mim?

sábado, dezembro 10, 2011

nem bonito, nem triste, nem poético.Sincero.


Não pense que eu me importo. Foi idealização e só. Hoje dou risada e penso o quanto o meu corpo disse e eu não ouvi. Insisti em dizer que amava, era soma de desesperança com medo. Antes fosse uma paixão tão alegre, que tivesse efeitos bons. Antes eu sentisse qualquer som da sua poesia amarga ecoando. Já não podia mais, me afastava, seguia assim posto que sempre odiei colocar pontos finais. Perguntavam-me o porquê, todo o drama, a melancolia cantada. Não respondia, não tinha resposta. O presente trouxe para mim a clareza do que eu clamei amor, e na verdade era ego ferido- sem usar de argumentos psicanalíticos, só é uma expressão. Sinto que continuarei assim, dramatizando qualquer emoção possível. Relativizando as coisas. Eu intensa. Eu incompreensível.
e obrigada, sentirei saudade das indagações e discussões.

domingo, dezembro 04, 2011

contato


O chão sente e fala, o pé entende e acaricia. Notando a vivência de um diálogo afável, antes tão temida, os medos e o perigo incitado neste encontro. Cada linha que percorre a pele fora feita para se descobrir com a terra. E mesmo nos terrenos mais densos, e não receptíveis encontra-se um jeito de tocá-los de forma sutil, sem atritos. Não há cortes e feridas de outros tempos, de outros solos, pois ambos se depararam com a necessidade de serem experimentados. Corpo que se estende por entre os caminhos que tomei, como galhos inalcançáveis que beijam o céu.  Cada andar meu corresponde a uma descoberta, aquela questão que percorre a vida, essa da existência, se torna simples afinal por entre os pés descalços e o chão que me sustenta há muito mais para refletirmos.

e ainda existe tanto a ser dito sobre isso.