terça-feira, setembro 13, 2011

um hino as vírgulas


Me inspirei na Aline Zeller e todas as pessoas que provocam esse tipo de sentimento em mim, me potencializam cada vez mais, são poucas mas com muito alento!


Sempre atenua os conflitos mais sombrios de uma mente insana, irônica e perturbada, com aquele olhar de gueixa, nos tons delicados dos lábios brotam palavras que me inquietam passam a integrar minha alma fragmentada
Cada estação se torna memorável, cada gesto digno de contemplação e é principalmente no mais prosaico que essa incidência se faz rica, assim posso chamar de "minha intercessora" essa pessoa que me fez ver com cada parte do meu ser as máximas de todas as vidas, elementos e substâncias que partilham comigo a experiência do cotidiano
Faz vibrar em mim uma forma de viver sem cultuar as minhas paixões -aquelas tristes-, e assim tudo o que me palpita de fato tem no meu desejo mais líquido a vontade de compartilhar, de expressar com cada partícula do meu corpo o que me movimenta
Às vezes vivemos em busca daquilo que machuca com a desculpa do fortalecimento, da redenção, isso não é viver é um culto à morte, ao ponto final que sempre limita aquilo que ainda não cessou dentro de mim, eu prefiro as vírgulas da vida, que só pausam as idéias para que eu respire um pouco e não fique em desalento

Assim eu aprendi  a perceber, tocar o que existe de mais sublime, e para a maioria platônico, que fica lá no mundo das idéias sem chegar a esse simulacro, essa existência é de uma amizade incorruptível


quarta-feira, setembro 07, 2011

Entalhando pássaros, a liberdade em cinzas.



Eu sei, eu tenho medo
Estou assustada, e saboreio os meus erros, relíquias da angústia que fez da gaiola o lar dos sonhos. Eu gostaria que as sombras, por não apresentarem tendências, já que suas imagens são mera reprodução distorcida de uma realidade impossível, acordassem e sussurrassem para mim o que fazer, dizer e sentir. Quero respostas mesmo que regadas a mentiras, e quero beber da fonte que às encerra.
Tudo bem, eu sei que estou assombrada, eu espero por todos, eu espero você. Já estou em partes. Meus fragmentos aspiram por um sentido  em comum, me faça bem. Gostaria tanto que nada carecesse de "um" antes,  gostaria que essas sombras não nos acompanhassem, não testemunhassem, e também que nossa história fosse algo distante demais para nos atormentar. Talvez se nos pintássemos de cinzas de anjos, fossemos aceitos no nosso céu.


Delirante mundo, porque eu gosto tanto disto: quando a minha existência me assombra, cerca e envolve. Porque tudo isso que eu narro e sinto é tão prolixo, falso, mesmo que bonito e encantador é mórbido e triste? Só queria experimentar, tocar todas as cores, repousar no infinito, sentir um amor e nele me deleitar sem condição, sem pressa. Isso é liberdade? Essa sensação de querer experimentar o universo, sem culpa, sem medo, com desapego de qualquer força que impeça o aflorar desse alento em mim, pois se isso é ser livre, eu já sou e estou vivendo cada palavra sentida aqui. É claro só vivo isso dentro dos meus deliciosos sonhos.  Com isso é uma pena que eles permaneçam engaiolados, quem sabe se alguém deixasse a gaiola aberta o medo me esquecesse, a gaiola tornar-se-ia descanso e não objeto limitante, e eu tragaria o mundo, seria só dele, posto que meu corpo (n)esse mundo caberia.

Minha alma é um pássaro livre, minha gaiola um aconchego, e minha vida até agora um cadeado um estorvo.



Liberdade: 

Impossível somente para espíritos fracos

Está em vias                    Múltiplas possibilidades

Abatida  pela moral

Sua provocação é o Eterno retorno


Um instante se torna eterno








Vale a pena !



[Ontem fiz minha Tatto e estou realmente emocionada, a mensagem de liberdade nas figuras mais simples e a multiplicidade experimentada foi entalhada no meu corpo]

domingo, setembro 04, 2011

Defeitos são riquezas

Pode ser mais um marketing desses pra vender um produto barato criado nos anos 60 e de um material “podre” a um custo mais alto. E assim bobos (eu me incluo nessa definição) compram em vez de gastar dinheiro com algo melhor, com mais recursos e com uma resolução perfeita! O que está por trás disso pode ser uma corrente que apenas visa o lucro em cima desses pobres coitados que compram essa sucata russa, em vez de apelar para uma tecnologia de mesmo preço japonesa de última geração.


Minha indagação fica na idéia da lomography, que trás de volta o velho filme e a revelação. O mais interessante de quando se saboreia uma lomo é que o ato de tirar foto se torna algo único e diferente daquela atitude corriqueira das câmeras digitais. Quando se extrai uma imagem não se tem a mínima idéia de como vai ficar e realmente você não sabe o foco, nem o que esta fotografando, na verdade você nem enxerga nitidamente. Esse é o charme! Parando de calcular essa arte, de fazê-la rigorosamente “asentimental”. Quando se experimenta o momento antes de abrir o pacote com as fotos reveladas, é mágico, aquela surpresa, o olhar puro de descoberta em cada detalhe da foto, em cada distorção, luz, ou “defeito” produzido por você ou por qualquer artifício natural durante o processo. Parece que cada imagem se torna filha única e adorada. Isso me lembra um pouco de tudo que eu mais aprecio na vida, o olhar estrangeiro, sinestesia, a surpresa e a simplicidade ingênua e suntuosa!  Esses defeitos é que encantam! Eu estou apaixonada, e espero um dia ter uma lente tão sugestiva e agradável  que sente o mundo e suas graças despidas!
http://brazil.shop.lomography.com/   ,  as fotos públicas são de pessoas que tem a lomo e mandam para o site publicar, lá tem tudo, desde como comprar, comentários e críticas

sábado, setembro 03, 2011

surpreendendo-se com o improvável.

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the foutain

Inspirei a minha escrita neste filme( traduzido como Fonte da vida) do Darren Aronofsky , uma arte que mudou  a minha visão da vida e me palpita até hoje, me atrevo a dizer que este filme desconstrói todos os valores e crenças, ele é sentido e não provação.



 O que é raro e mais belo é aquilo que nasce da incerteza. Surpreende!
·         É aquela beleza que dilacera os olhos e os fixa, pois é difícil esse fato. Um contraste vívido e puro que não enaltece a si, mas sim tudo que está ao seu redor.  A sua volta tudo é mais rico. E nessa improvável leveza ela surge sugestiva, misteriosa, como que guardando o melhor para o fim- quando derrama pela terra suas marcas tão sutís com aquele perfume delicado que se dirige para além da vida que conhecemos. E mesmo nesse “fim” extrapola os sentidos. Não é estática, posto que se torna vibrante.  Não se encontra unicamente em uma árvore avivada e cheia, promovendo um dilúvio de encanto no terreno árido e rígido quando a essa chega o seu outono. Também se encontra ao mesmo tempo em nós, não na essência, mas sim em nossas possibilidades, naquilo que podemos realmente tornar eterno. Passam-se séculos, talvez além de mil anos, e essa história da beleza se repete, com contornos distintos, mas sempre com uma acuidade acentuada. E então surge das cinzas com simplicidade, alimenta, promete, localiza, envolve, reflete, constrói um pilar, aquele que sustenta nossa potência, que não fere o devir, e se faz bela mesmo que do contorno mais duvidoso.