sábado, setembro 03, 2011

surpreendendo-se com o improvável.

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the foutain

Inspirei a minha escrita neste filme( traduzido como Fonte da vida) do Darren Aronofsky , uma arte que mudou  a minha visão da vida e me palpita até hoje, me atrevo a dizer que este filme desconstrói todos os valores e crenças, ele é sentido e não provação.



 O que é raro e mais belo é aquilo que nasce da incerteza. Surpreende!
·         É aquela beleza que dilacera os olhos e os fixa, pois é difícil esse fato. Um contraste vívido e puro que não enaltece a si, mas sim tudo que está ao seu redor.  A sua volta tudo é mais rico. E nessa improvável leveza ela surge sugestiva, misteriosa, como que guardando o melhor para o fim- quando derrama pela terra suas marcas tão sutís com aquele perfume delicado que se dirige para além da vida que conhecemos. E mesmo nesse “fim” extrapola os sentidos. Não é estática, posto que se torna vibrante.  Não se encontra unicamente em uma árvore avivada e cheia, promovendo um dilúvio de encanto no terreno árido e rígido quando a essa chega o seu outono. Também se encontra ao mesmo tempo em nós, não na essência, mas sim em nossas possibilidades, naquilo que podemos realmente tornar eterno. Passam-se séculos, talvez além de mil anos, e essa história da beleza se repete, com contornos distintos, mas sempre com uma acuidade acentuada. E então surge das cinzas com simplicidade, alimenta, promete, localiza, envolve, reflete, constrói um pilar, aquele que sustenta nossa potência, que não fere o devir, e se faz bela mesmo que do contorno mais duvidoso.

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