terça-feira, outubro 11, 2011
à tona o esquecido.
Estendida comumente um pedaço de rocha que não partilha a vivacidade sob(re) ela. Não parece vazio, antes fosse o vazio! Mecanicamente carregava o meu corpo, perecia feito de porcelana, oco. Experimentava a ânsia de preencher-me daquelas sensações que se foram. Apegava-me a lembrança do cigarro aceso ascendido vizinho do meu calor. Agarro-me àquela nevoa, impregnada com o seu aroma, que passou por cada elemento seu e corria reservada a mim. Eu entendo que é irreal, mas ouso provocar os meus sentidos, não quero abrandar, mesmo que seja veneno é vital que passe a me deleitar com as sobras do delírio que vivi. E agora eu só quero me deixar abarcar por qualquer possibilidade.
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