quarta-feira, novembro 16, 2011

a flutuante e sua falta de sentido.

a abelha posta por Aline Zeller e suas reflexões existenciais.

Definitivamente não tenho um lar, eu não quero estar aqui, também não há vontade de voltar, e não me instiga pensar se um dia eu vou querer algum lugar. A fórmula é livrar-se do peso dos "deveres", e buscar a leveza da liberdade. Não me preocupo com a dúvida que causo, posto que delicada redoma seja a vida -sem proteção alguma. É adorno?
De novo o que falo,
Não traz sentido,
Corre sozinho,               
Acha amante,
                    Mas de fato nunca é preso àquele aparato cuidadoso de rima fina.

Antes buscava um voo calmo, cuidava para entrar nos poros, em seguida vinha o tédio.
O tédio do que não se move, do que pesa da beleza enrustida.
E mesmo com o meu sorriso cálido, nada era mais interessante do que permanecer neste voo constante. Cansativo é esse caminho, porém qual a graça de escolher um lugar onde enterrar as raízes?
Com o horizonte a minha frente no caminho utópico, pensando em estrelas, sonhando com atos.
 Prefiro estar ficar com essas raízes flutuantes, mesmo que me falte sustento.



Um comentário:

  1. É questão de objetivo: o vôo constante te permite uma exploração horizontal, ampla, enquanto a fixação de raízes te leva a uma exploração vertical, profunda. Qualquer um deles sem o outro é incompleto.

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