O chão sente e fala, o pé entende e acaricia. Notando a
vivência de um diálogo afável, antes tão temida, os medos e o perigo incitado
neste encontro. Cada linha que percorre a pele fora feita para se descobrir com
a terra. E mesmo nos terrenos mais densos, e não receptíveis encontra-se um
jeito de tocá-los de forma sutil, sem atritos. Não há cortes e feridas de
outros tempos, de outros solos, pois ambos se depararam com a necessidade de
serem experimentados. Corpo que se estende por entre os caminhos que tomei,
como galhos inalcançáveis que beijam o céu.
Cada andar meu corresponde a uma descoberta, aquela questão que percorre
a vida, essa da existência, se torna simples afinal por entre os pés descalços
e o chão que me sustenta há muito mais para refletirmos.
e ainda existe tanto a ser dito sobre isso.
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