terça-feira, agosto 07, 2012

Você, a musa deles.


Fria e pálida, ela carrega um andar apressado. Parte sem descanso em busca de um corpo disposto a desatar sua falta de excesso, afeto e apreço. Busca que precede um interesse único, tentar compor a música que lhe convém e arriscar deixar o seu redor siga conforme a melodia rígida e triste. Tive medo quando a vi, lembro-me dos avisos de uma nômade. Tento seguir seus conselhos. Busco fugir do ritmo, uso a sonoridade da minha vida, uma arte complexa e intensa. Inundo a música feita sob medida e como uma dinamite passo a explodir em sensações e vontades, tento contaminar essa explosão nos outros, que também se aprisionaram na congelada fortaleza solitária que essa rainha fria se encontra. No final vejo os olhos de rainha da noite sem trégua, afogados em ilusões de uma sobrevida, que tenta ganhar glórias nas conquistas de amores outrora vividos intensamente e rapidamente por aquela que deflagrou seus encantos medíocres. Oh rainha, antes pudesse me aprisionar em seus cantos de perdição, para cegar-me ao tomar as cores de minha vida, pois eu tenho uma força que flui serena, mais que permanece intensa.

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