domingo, setembro 30, 2012

despertar




Inquieto, enquanto chegava próximo do fim, amarelava meu desespero. Um despertar. Foi preciso que formigas me picassem e só com a ardência passei a sentir meu corpo convulsando buscando saltar.  Agora decantada, a angústia permaneceu sombreada. O que me conquistou foi o instante simples e infinito, a calmaria de encontrar a paz no fim do ecoar das cores quentes! Só então pude perceber a delicada teia dançando ao vento, refletindo como um vitral as intermináveis cores. A solidão me levara ali e agora já sentia o mundo dentro de mim. Levantei e parei. Sabia que o encanto tinha voltado, compreendi no momento em que os raios me cegaram, conseguia abrir os olhos e vi o mundo em cores novas, diferente daquele tom frio e desesperador, era como se a vida no mundo pulsasse mais no fim.

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