Inquieto, enquanto chegava próximo do fim,
amarelava meu desespero. Um despertar. Foi preciso que formigas me
picassem e só com a ardência passei a sentir meu corpo convulsando buscando
saltar. Agora decantada, a angústia permaneceu sombreada. O que me
conquistou foi o instante simples e infinito, a calmaria de encontrar a paz no
fim do ecoar das cores quentes! Só então pude perceber a delicada teia dançando
ao vento, refletindo como um vitral as intermináveis cores. A solidão me levara
ali e agora já sentia o mundo dentro de mim. Levantei e parei. Sabia que o
encanto tinha voltado, compreendi no momento em que os raios me cegaram,
conseguia abrir os olhos e vi o mundo em cores novas, diferente daquele tom
frio e desesperador, era como se a vida no mundo pulsasse mais no fim.

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