Trato aqui dos começos que por se chamarem começos é melhor serem colocados no meio.
Não sei o motivo, mas sinto que assim eles serão começos sem origem, sem uma
raiz do esperado, do comum. Também penso que deslocando o começo para o meio, o
entre sempre pode ser um ativador de prováveis viveres. O começo para os arcos,
nesse momento, me parecia remeter a própria descrição da arquitetura. Duas bases fixas no solo e o dentre
pairando no ar, formando uma passagem. Os arcos partem dos alicerces
inesgotáveis, como o social e o mundo e a vida e a natureza e tudo. Esses
alicerces podem ser tudo o que for crível de se imaginar constituidor - concreto e abstrato. Os alicerces foram
construídos antes mesmo de existirmos enquanto um corpo. Contudo, há de se ter
cuidado para não se acomodar e dançar conforme o ritmo destes alicerces já
postos, como uma lista de modos de existir, aceitos e não aceitos por esses
alicerces. O problema é como retirar as fundações já dadas? Se quebro a base, tudo desmorona. [...]
Agora, o começo do desejo. De onde vem esse desejo
que é enfeitado por arcos?! Calma, não acho que essa pergunta seja a mais
pertinente, talvez perguntar, como ele se fez desejo? Quais trilhas ele andou? Não
sei. Penso em tantas que teria que escolher e a própria escolha já é preferir.
No caso eu não quero preferir nenhuma das trilhas que pensei. Com isso, poderei
pensar todos os dias em uma trilha que
listei e talvez apareçam outras trilhas
que eu nunca havia pensado. Prefiro não dar um ínicio para o desejo....
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