sexta-feira, agosto 26, 2011

De início o silêncio.

Inquieta, posto que não escuto. Assombra, inunda uma ânsia de não cessar as vozes!
Só eu sei como aprendo com o silêncio. É experiência rica ou mal-estar ou angustia ou muitos outros, isso cabe a cada um eleger.
É incongruente, gira em torno do que o homem crê que entende. Afinal existe silêncio radicalmente concebido, absoluto?
Por mais que o silêncio venha de uma invenção que tenta designar uma privação, existem movimentos que sentimos que já são escutados, sentimos o bater do coração apressado e nesse sentir eu ouço, mesmo que me excluam a audição, existe um todo que me percorre e une cada parte do meu corpo! A respiração do outro, quente e vibrante, ela pulsa e sussurra pra mim!
Mesmo que cessem as vozes para mim, elas continuam a entoar o canto gritado que percorre a vida, e nem mesmo a morte é silêncio, ela ecoa pelo tempo!

Um comentário:

  1. Os dedos roxos da menina
    A Melina com mãos doce
    A árores o galho
    Obraço da menina
    O toque de Melina
    Apele dela
    A casca dela(s)...
    Os dedos de amora...
    Que lindas!

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