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| Fotografia de Eva Rubinstein |
Cada marca deixada flutua em direção ao infinito, mesmo podendo ser apagada ou destruída, quando são
feitas de matéria orgânica ou artificial, quando estão ali repousando a espera
de relação. Talvez a marca não sobreviva
materialmente, mas qualquer coisa que a se deparou com ela antes de desaparecer
experimentou algo que desencadeia outra coisa e outra e infinitamente outras. Como
as marcas caminham para o infinito se podem desfazer-se? O truque para o
infinito é a provocação, cada marca suscita algo, uma imagem, um som, um cheiro,
uma aspereza ou/e brandura. Dura até quando o corpo dure e se esse corpo morrer,
qualquer outro que tenha acendido o interruptor
da sensação guarda um pouco das impressões dele, um pouco dos gestos e da vida
impregnada ali. Nunca tem fim.

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