segunda-feira, fevereiro 10, 2014

infinitas

Fotografia de Eva Rubinstein

Cada marca deixada flutua em direção ao infinito, mesmo  podendo ser apagada ou destruída, quando são feitas de matéria orgânica ou artificial, quando estão ali repousando a espera de  relação. Talvez a marca não sobreviva materialmente, mas qualquer coisa que a se deparou com ela antes de desaparecer experimentou algo que desencadeia outra coisa e outra e infinitamente outras. Como as marcas caminham para o infinito se podem desfazer-se? O truque para o infinito é a provocação, cada marca suscita algo, uma imagem, um som, um cheiro, uma aspereza ou/e brandura. Dura até quando o corpo dure e se esse corpo morrer, qualquer outro que tenha  acendido o interruptor da sensação guarda um pouco das impressões dele, um pouco dos gestos e da vida impregnada ali. Nunca tem fim.

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